O meio ambiente tem merecido inúmeras discussões sobre as sérias questões a serem enfrentadas pela humanidade num futuro bem próximo.
Além de temas como o buraco na camada de ozônio e o efeito estufa; as perdas na biodiversidade e as mudanças climáticas, que têm impacto mundial, fatores como a poluição das águas, a chuva ácida e a crescente produção de lixo problemas ainda discutidos localmente, mas que podem afetar o equilíbrio do planeta começam a causar preocupação.
O que tem a ver a Odontologia com isso ? Dados revelam que no Brasil, das 154 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos gerados por dia, apenas 2% representam lixo gerado pelo sistema de saúde , sendo que no máximo 20% necessitam de tratamento prévio. Entretanto, uma pesquisa realizada partir do III Congresso de Odontopediatria realizado em 2008, sobre os resíduos gerados em clínicas odontológicas, realizou uma amostragem com 280 questionários, elaborados para conhecer melhor os hábitos de descarte de lixo odontológico.
Analisados os resultados no programa SPSS 12.0 for Win, uma prévia dos resultados apontou que apenas 23, 57% dos profissionais tem a preocupação de encaminhar para reciclagem algum tipo de resíduo gerado . Por exemplo, em relação o destino final do revelador e fixador após o uso, um total de 61,1 % responderam que jogam na pia ou na rede de esgoto, 27,5% revelaram guardar em reservatório e apenas dois disseram encaminhar para os órgãos públicos .
Quanto ao material radiográfico, 60,7% dos profissionais jogam as embalagens no lixo normal, enquanto apenas 6,4% guardam o material. Os plásticos são descartados no lixo normal por 51,7% dos profissionais enquanto os tubos anestésicos vazios vão para o lixo comum em 61,7 % das respostas, enquanto o material de moldagem teve índices de 85% de descarte no lixo comum.
Quanto ao destino dados as brocas não mais utilizáveis, 70,4% vai para o lixo comum enquanto 8,6% utilizam os recipientes para o lixo perfuro-cortante.
A pesquisa ainda não têm conclusões sobre as possibilidades de reciclar e/ou reutilizar os materiais citados. Entretanto, uma conclusão não-científica, mas que é óbvia, diz é que ainda é muito necessário orientar e conscientizar os profissionais para o correto gerenciamento dos resíduos odontológicos e, ao mesmo tempo que criar normas de descarte mais específicas e melhor divulgadas.
Resumo de artigo dos CDs Sandra Kalil Bussadori, Carolina Cardoso Guedes, Lara Jansiski Motta, Camilla Haddadd Leal de Godoy e Antonio Carlos Guedes -Pinto(APCD-SP).
Fonte: CRO-RJ